Na vida, sou Heathcliff
Aquele que sempre foi julgado
Por ser o que era, vilipendiado
E que teve seu afeto arrancado.
Por torná-lo um vilão
Não quiseram, em seu coração, ver o amor
Que, suplicante, pulsava em dor
E como a tudo se entregava com ardor.
Sua intensa forma de amar
Por todos foi encarada como doença,
Sendo que o único desejo era só a presença
Da amada que era toda a sua crença.
No transcorrer dos anos
Levaram-lhe tudo o que tinha real valor
E queriam que não sentissem o furor
Nem um fantasma tornar-se dos pecados seu remissor.
Na eternidade dos morros dos ventos uivantes
Restou apenas um homem apaixonado
A quem o direito de sentir foi privado
E, vulgarmente, por seus erros, sempre condenado...
A.C. Brida
31/10/2017
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