Na solidão noturna
Pensamentos me corroem
Antes que eu durma
E a pouca paz dissolvem.
No peito, as lembranças doem.
Em agonia taciturna,
As esperanças se destroem
Em gradação intensa e soturna.
Penso, então, em escrever,
Mas letárgica, não levanto,
Apenas remoendo o sofrer.
Enquanto seca o pranto,
Sinto a inspiração esmorecer.
O vazio quebra do momento o encanto.
A.C. Brida
07/01/2019
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Será?
Será que todas as referências
sobre o amor que já presenciei
serão apenas de filmes, músicas e livros?
Será que a imensidão desse sentimento,
sempre exaltado entre os seres,
só contemplarei em relações alheias?
Será que o tempo me condenou a
sentir a eterna solidão e a
saudade do que fez sentido uma única vez?
Será que, ao olhar toda noite a janela,
só verei as luzes artificiais da cidade
sem estrelas, sem sonhos, sem nada?
Será que algum dia alguém há-de me olhar
sem julgamentos, sem segredos, sem maldade,
somente capaz de ver o que carrego no coração?
Será possível ou
será já tarde demais?
A.C. Brida
07/01/2019
sobre o amor que já presenciei
serão apenas de filmes, músicas e livros?
Será que a imensidão desse sentimento,
sempre exaltado entre os seres,
só contemplarei em relações alheias?
Será que o tempo me condenou a
sentir a eterna solidão e a
saudade do que fez sentido uma única vez?
Será que, ao olhar toda noite a janela,
só verei as luzes artificiais da cidade
sem estrelas, sem sonhos, sem nada?
Será que algum dia alguém há-de me olhar
sem julgamentos, sem segredos, sem maldade,
somente capaz de ver o que carrego no coração?
Será possível ou
será já tarde demais?
A.C. Brida
07/01/2019
Sentidos
Cerro as pálpebras,
Por entre lágrimas
Enxergo com os olhos
Da memória escondida.
Aspiro o perfume
Que evaporou no tempo.
Na boca, o sal
Do pranto incessante.
Ouço silêncios retumbantes,
No peito, dores que sufocam;
Na pele, o ardor
Das unhas cravadas.
Sentimentos enraizados
Aos poucos condenam
A frágil existência
Que ainda me resta.
O mundo lá fora
Vê apenas uma máscara
Pretensiosa de fortaleza,
Obrigada a sempre ostentar.
Quanto tempo
Ainda resta
Para tudo isso
Chegar ao fim?
A.C. Brida
07/01/2019
Por entre lágrimas
Enxergo com os olhos
Da memória escondida.
Aspiro o perfume
Que evaporou no tempo.
Na boca, o sal
Do pranto incessante.
Ouço silêncios retumbantes,
No peito, dores que sufocam;
Na pele, o ardor
Das unhas cravadas.
Sentimentos enraizados
Aos poucos condenam
A frágil existência
Que ainda me resta.
O mundo lá fora
Vê apenas uma máscara
Pretensiosa de fortaleza,
Obrigada a sempre ostentar.
Quanto tempo
Ainda resta
Para tudo isso
Chegar ao fim?
A.C. Brida
07/01/2019
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