Do veículo a se distanciar
Noto seus olhos que me acompanham
Com ternura parecem me observar
E meus pensamentos desnorteiam.
Desde então, rápidos os dias se foram
Mas aquele momento insiste em perdurar
Corpo e alma que anseiam
Qual a sensação de lhe tocar.
Distante, a mente a me torturar
Mensagens e fotografias me questionam
Se vou mais uma vez lhe reencontrar.
Ao vivo, em sonho ou devaneios pelo ar
Desejos e afinidades de nós emanam
Quando, enfim, há-de se concretizar?
Ana Brida
29 jan. 2019
Nenhum comentário:
Postar um comentário