Será que todas as referências
sobre o amor que já presenciei
serão apenas de filmes, músicas e livros?
Será que a imensidão desse sentimento,
sempre exaltado entre os seres,
só contemplarei em relações alheias?
Será que o tempo me condenou a
sentir a eterna solidão e a
saudade do que fez sentido uma única vez?
Será que, ao olhar toda noite a janela,
só verei as luzes artificiais da cidade
sem estrelas, sem sonhos, sem nada?
Será que algum dia alguém há-de me olhar
sem julgamentos, sem segredos, sem maldade,
somente capaz de ver o que carrego no coração?
Será possível ou
será já tarde demais?
A.C. Brida
07/01/2019
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