Cerro as pálpebras,
Por entre lágrimas
Enxergo com os olhos
Da memória escondida.
Aspiro o perfume
Que evaporou no tempo.
Na boca, o sal
Do pranto incessante.
Ouço silêncios retumbantes,
No peito, dores que sufocam;
Na pele, o ardor
Das unhas cravadas.
Sentimentos enraizados
Aos poucos condenam
A frágil existência
Que ainda me resta.
O mundo lá fora
Vê apenas uma máscara
Pretensiosa de fortaleza,
Obrigada a sempre ostentar.
Quanto tempo
Ainda resta
Para tudo isso
Chegar ao fim?
A.C. Brida
07/01/2019
Nenhum comentário:
Postar um comentário