Na solidão noturna
Pensamentos me corroem
Antes que eu durma
E a pouca paz dissolvem.
No peito, as lembranças doem.
Em agonia taciturna,
As esperanças se destroem
Em gradação intensa e soturna.
Penso, então, em escrever,
Mas letárgica, não levanto,
Apenas remoendo o sofrer.
Enquanto seca o pranto,
Sinto a inspiração esmorecer.
O vazio quebra do momento o encanto.
A.C. Brida
07/01/2019
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