Só para lhe dar um último abraço.
É improvável,
É impossível,
É irreal:
Sei de tudo isso,
Porém também sei o alívio
Que essa ação seria sob minha alma
Tão perdida e cansada.
Ficaríamos assim,
Presos num abraço mudo,
Esquecidos do tempo,
Distante das pessoas,
Somente nós dois,
Num mundo só nosso.
Sem mágoas, sem rancores, sem lágrimas,
Apenas permitindo-se estar presos,
Entrelaçados um ao outro.
Os únicos sons que eu escutaria
Seriam o da sua respiração em meus cabelos
E o bater do seu coração
E, se porventura, um de nós
Resolvesse o silêncio quebrar,
O outro o calaria dizendo:
“Shh! Deixa estar...”
Desta forma, a paz se faria
Em nossas vidas.
Ana Claudia Brida
31/05/2016
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