
Uma constante dor consome
Dilacera a alma
E torna as noites insones
Pensamentos desenfreados
Lembranças e dúvidas
Angústias e tormentos
Tristezas e culpas
Perpassam pelo interior
Passatempos diversos
Nada preenche e suprime
A dor física não mitiga
O que vai por dentro
A vontade persistente
De o peito rasgar
Expurgando tal sofrer
Durante o dia
Um ser estranho
Enganando a si mesmo
E aos outros
À noite
Nas trevas da aflição
Apenas o silêncio
Sem lágrimas
Solução?
Aceitar as contradições
Sofrimento e temores
Entender-se
Conhecer-se
Permitir-se
Tal teoria
No entanto
Discrepante da realidade
Resta o vago, o vazio
E o fim?
Que fim?
Ana Claudia Brida
02 fev. 2016.
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